Verdades, Amores, Pares e Metades

December 18, 2017

Era uma vez...
O caos...
Aconteceu há tempos atrás...
Em um longo e tenebroso sonho...

Árvores tombadas
Denunciavam a tempestade passada...
Não sabia se tudo acabara
Ou apenas começara....

Lembrei da natureza em fúria,
Animais em fuga,
Pedras caindo,
Trovões rugindo...

Um vento misterioso, impiedoso,
Varria aquela terra distante,
Espalhando por instantes,
O terror, o medo, a dor...

Lembrei de pares que se perderam...
Pessoas que se quebraram.
Reclamei lembranças...
O vento levara!

Quem era eu?
Sentia um aperto no peito,
Uma imensa dor,
Era pânico, pavor!

Permaneci quieta,
Aguardei morrer.
A Morte passou altiva por mim,
E me condenou, Viver!

Não possuía o consolo
Do bem que a lembrança traz,
Tampouco o esquecimento
Que me deixaria em paz...

Começava, estranha romaria...
Seres partiriam
Para outras terras,
Em busca de suas metades e verdades...

Segui em companhia...
Teria par?
Seria ímpar?
Meu intento, meu tormento!

Pertenceria eu ao infinito?
Ao sol, ao mar, ao chão?
Seria este meu par,
A própria imensidão!?

Porque não via nem ouvia,
Meu amor, na multidão?

Longo sonho...
Nadei rios, oceanos...,
Escalei montes e montanhas.
Percorri planaltos e planícies,
E suportei o frio,
A fome, a neve!
Me fiz pura e impura,
Mãe e enfim..., mulher!
Vivi lendas e contos,
Mentiras e enganos,
Encantos e desencantos...
Fui herói, fui réu!
Encontrei meias verdades
E falsas metades...
Achei partes de mim,

Reuni...
Encontrei...
Pedaços do meu amor,
Espalhados, dispersos, imersos...,
E, assim, numa busca insana,
Amoral, profana...,
Permaneci no sonho...

Era uma vez...
Uma manhã qualquer...
Hora de despertar...
Demoro um pouco...
Recordo aos poucos,
O meu sonho é real...

Quem sou eu?
Que ainda assim...
Apesar da dor,
Não desisto do amor...

E procuro, sem cessar,
Meu par...

Desconheço em que parte da vida,
Haverei de com ele cruzar...
Sou e serei sua...
Até minha sina acabar!

Não sei em que língua me chama,
Lá e cá está ele,
Me chamando,
Sem estar...

Louco, nobre,
Rico ou pobre, ..
Só eu sei
E não sei onde está!                    

Passaram-se os anos...,
Cansei desta procura
Sem cura...
Dediquei-me a meditar...
O tempo foi passando...
E minha mente mudando...

Graças à meditação,
Meu coração acalmou
Sentindo paz e gratidão,
Aprendendo a compaixão...

Escolho agora compartilhar,
Com todos os pares que encontrar,
Que buscam no coração a paz
E o bem, que a meditação traz...
 
Aprendi enfim...
Verdades, amores, pares e metades
Não são domínios dos mortais...
Mas, cultivar a paz assim...
Talvez nos una aos imortais... 
 

 

 

 

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